“Morreu-lhe a mãe aos dois anos e a avó aos nove anos. Matriculou-se em 1911 na Faculdade de Direito de Coimbra, mas não concluiu o ano. Em 1912 deu a lume a peça em três actos Amizade (de colaboração com Tomás Cabreira Júnior) e o volume de novelas Princípio. No mesmo ano estabeleceu uma profunda amizade com Fernando Pessoa e conviveu com os futuros elementos da revista Orpheu. Em 13.10.1912 partiu para Paris e inscreveu-se num curso de Direito. Em Junho de 1913 regressou a Lisboa e editou a narrativa A Confissão de Lúcio e o conjunto de poemas Dispersão, 1914. Por meados de 1914 voltou para Paris, onde uma crise psíquica o levou ao suicídio. Entretanto publicou o conjunto de novelas Céu em Fogo, 1915. Obras póstumas: o seu segundo volume de poemas intitulado Indícios de Ouro, 1937, e Cartas a Fernando Pessoa, 1958-1959, em dois volumes. Dois temas fundamentais os da sua poesia: o drama da soledade inevitável e a tragédia da grandeza quimérica inevitável perdida. Carente afectivo, reduziu o amor à exaustão das sensações buscadas até aos estados alucinatórios, daí resultando uma insatisfação desesperada e o desengano irreversível dos caminhos trilhados que o arrastavam.”
O Grande Livro dos Portugueses, Lisboa, Circulo de Leitores, 1990, p. 448.












